Por Que o Meu Cão Está Coçando Tanto? Causas e Alívio
Atualizado: Junho de 2026
Um cão que não para de coçar, morder e lambendo a pele é uma miséria — e também é para o dono que vê isso acontecer. Prurido (o termo médico para coceira) é uma das queixas mais comuns na dermatologia veterinária, e descobrir a causa raiz pode exigir algum trabalho investigativo. A boa notícia é que, com o diagnóstico correto, a maioria das causas de coceira crónica em cães é controlável. Aqui está o que você precisa saber.
1. Pulgas

As pulgas são o parasita externo mais comum causando coceira em cães, e uma única picada de pulga pode desencadear coceira intensa em animais sensíveis. Cães com dermatite alérgica às pulgas (DAP) — uma reação alérgica à saliva da pulga — coçam, mastigam e mordem implacavelmente, especialmente na base da cauda, na parte inferior das costas e na parte interna das coxas. A parte irritante: você pode não ver nenhuma pulga, porque cães alérgicos as limpam tão eficientemente. Procure por "sujidade de pulga" (pequenos pontos pretos que ficam vermelhos quando molhados) no pelo. A prevenção de pulgas é a única estratégia eficaz — trate todos os animais de estimação da casa e o ambiente doméstico simultaneamente, durante todo o ano, com um produto recomendado pelo veterinário.
2. Alergias Ambientais (Atopia)

A dermatite atópica canina é uma predisposição crónica e genética para desenvolver reações alérgicas a alérgenos ambientais inalados ou de contacto — pólen, esporos de bolor, ácaros de pó e relva. Ao contrário da febre do feno humana (que causa espirros), os cães expressam alergias ambientais principalmente através da pele com comichão. O rosto, patas, axilas, barriga e orelhas são a "distribuição atópica" clássica — se o seu cão está cronicamente a morder as patas, a esfregar o rosto e a ter infeções recorrentes de ouvidos, a atopia é uma forte possibilidade. A atopia é uma condição de vida inteira gerida em vez de curada. As opções de gestão incluem imunoterapia específica de alérgenos (injeções de dessensibilização), medicamentos orais (oclacitinib/Apoquel, lokivetmab/Cytopoint) e protocolos de banho direcionados.
3. Alergias Alimentares
As alergias alimentares em cães são menos comuns do que as alergias ambientais, mas frequentemente negligenciadas. Os alérgenos dietéticos mais comuns em cães são proteínas: carne de vaca, frango, laticínios, trigo e ovos estão no topo da lista. As alergias alimentares tipicamente causam coceira durante todo o ano (não sazonal) que muitas vezes se concentra nas patas, rosto, barriga e área perianal. Os sinais gastrointestinais — fezes crónicas e moles, movimentos intestinais frequentes, vómito — podem acompanhar os sintomas de pele. Diagnosticar uma alergia alimentar requer um ensaio rigoroso de eliminação dietética com duração de 8 a 12 semanas usando uma dieta de proteína nova ou hidrolisada — sem guloseimas, medicamentos aromatizados ou restos de comida. Os testes de alergia alimentar de sangue ou pele não são fiáveis; o ensaio dietético é o padrão-ouro.
4. Dermatite de Contacto
A dermatite de contacto ocorre quando a pele de um cão reage a algo que toca diretamente. Os culpados incluem novos produtos de limpeza, químicos de jardim (herbicidas, fertilizantes, pesticidas), certos plásticos (causando "dermatite de prato plástico" em comedouros), tecidos sintéticos, borracha ou plantas. A reação tipicamente aparece em áreas com menos cobertura de pelos: a barriga, a parte interna das coxas, o focinho e as patas. Identificar e remover o alérgeno de contacto geralmente resolve o problema. Mude para um comedouro de aço inoxidável ou cerâmica.
